07 janeiro 2007

Cica, kalanchoe e arroizinho

A cica acordou com os primeiros raios de sol. Calou-se bem calada e nada disse aos kalanchoe, seus vizinhos.
Ao arroizinho sabia ela que não faria inveja. "Tomara que venha mais tarde", ter-lhe-iam dito os raminhos verdes, desejosos de continuar na frescura.
Bem, mas como dizia, a cica, um pouco egoísta, diga-se de passagem, lá foi sorvendo os raios todos que conseguiu apanhar. Na sua caminha de telhas, abrigadinha, bem quentinha, ali ficou a espreguiçar os ramos, toda feliz com o calorzinho que lhe afagava as folhas.
A essa hora, os desgraçados dos kalanchoe ainda tiritavam de frio. Nem o fingido sol de pedra e telha, no solo, os parecia alegrar.
O kalanchoe amarelo, entretanto, abriu o olho. Viu a cica toda iluminada e bem quente. "Aí vem ele! Aí vem o sol!", pensou. Assim meio à socapa, foi-se chegando, chegando, arrastando-se para a direita e, ENFIM!!!, lá conseguiu uns raiozinhos.
"Ufa, quase que não conseguia!", parecia dizer o kalanchoe amarelinho.


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